10.12.08

Balanço – Álbuns do Ano
'FACT MAGAZINE'
New music matters.
(Vinyl Factory)

A revista bimestral inglesa 'Fact', fundada em 2003, é um magazine especializado em música e street culture, que dedica ainda as suas páginas a temas como street art, ilustração e fotografia.
Opinativa, bem informada, apaixonada e subversiva, a 'Fact' é dirigida por Sean Bidder e distribuída gratuitamente em lojas de discos independentes no Reino Unido, França, Alemanha, Espanha e Japão. A revista notabiliza-se também pelas suas capas concebidas por artistas e músicos. A publicação é propriedade da Vinyl Factory que detém ainda a Phonica, a mais esclarecida e influente loja de discos de Londres.

TOP 10 ALBUMS OF 2008
01. ‘Saint Dymphna’ Gang Gang Dance
(Warp)
02. ‘Nouns’ No Age
(Sub Pop)
03. ‘Where Were U in 92?’ Zomby
(Werk Discs)
04. ‘Third’ Portishead (Island)
05. ‘Fantasy Black Channel’ Late of the Pier
(Parlophone)
06. ‘Matador Singles 08’ Jay Reatard
(Matador)
07. ‘Oracular Spectacular’ MGMT
(Columbia)
08. ‘When Horses Die…’ Thomas Brinkmann
(Max Ernst)
09. ‘Microcastle’ Deerhunter
(4AD)
10. ‘Los Angeles’ Flying Lotus (Warp)

2 comentários:

Carlos Reis disse...

SUPER BOCK EM STOCK. SANTOGOLD NO TIVOLI

“A Avenida da Liberdade transformou-se na noite de quarta, 03 de Dezembro no verdadeiro centro nevrálgico musical da capital. Espalhadas por salas nobres, sucederam-se uma série de actuações - em jeito de maratona mesmo - que transpiraram urbanidade por todos os poros. Aos ziguezagues entre o cinema São Jorge, o Teatro Tivoli, o Maxime e o Teatro Variedades, foram muitos os que acorreram ao evento, enchendo as salas (umas mais que outras) para sorver música como se não houvesse amanhã.

Antes de Santogold, qual guerreira pop futurista, entrar triunfalmente em palco no Tivoli, tomaram os seus lugares as duas bailarinas/cantoras de apoio andróides: óculos escuros, casacos doirados (como convém) e expressão facial inerte, que se manteria assim até ao final do concerto. Freneticamente coreografadas, ladearam corajosamente a bem humorada e comunicativa protagonista da noite.

As sonoridades afro-inspiradas de Santogold espraiaram-se por um alinhamento que percorreu quase de lés a lés o registo de estreia. Para surpresa, o tema que a catapultou para voos altos, ‘L.E.S. Artistes’, foi servido logo após a abertura com ‘You'll Find a Way’ e a confissão: "É a minha primeira vez em Lisboa e estou muito entusiasmada". O que se seguiu foi a loucura total em cima de palco, e abaixo também.

O público não resistiu e levantou-se das cadeiras logo ao início e dançou sempre, sem ousar no entanto imitar as coreografias epilépticas e sexuais das bailarinas e da própria Santogold. A cantora revelou-se uma M.I.A. menos endiabrada em palco mas nem por isso menos excitante.

’Say Aha’ foi o momento mais celebrado de toda a actuação (embora não seja propriamente fácil identificá-los num concerto sempre em alta), com o público a reagir como se se encontrasse numa igreja a sentir as boas vibrações de um coro gospel. Os ritmos misteriosos e sensuais de ‘Lights Out’ mostraram que, apesar de novata, Santogold é mestra na arte da seduzir audiências.

A versão muito especial que gravou com Diplo de ‘Guns of Brixton’, dos Clash, (re-intitulada de ‘Guns of Brooklyn’) e mais um hino bem mexido, ‘Unstoppable’, continuaram a fazer as delícias de um público completamente rendido aos encantos da nova-iorquina. ‘Creator’, o tema que pôs termo à actuação intensa, levou Santogold a puxar alguns elementos mais expansivos da audiência para cima do palco.

Mesmo no final, orgiástico, e um pouco a medo, deixou-se rodear pelo grupo de fãs e abandonou então o palco, depois de devidamente presenteada com uma flor gigante de peluche. ‘Bravo!’ será pouco para aplaudir um espectáculo que esperançadamente se aguarda que volte rapidamente a marcar presença entre nós.”

in ‘Blitz’


CR

Carlos Reis disse...

ZDBMUZIQUE

Galeria Zé dos Bois
Bairro Alto

Quinta, 11 de Dezembro às 23h00

Thank You One More Time! Sessions
High Places (US)
One Might Add (PT)
Escravos de Zonk (PT)


CR