12.8.07

Livro – Romance
'O FUNDAMENTALISTA RELUTANTE'
Mohsin Hamid
(2007 Civilização)

Sentado a uma mesa de café em Lahore (Punjabe), um paquistanês conversa com um norte-americano desconhecido. Changez foi dos melhores alunos de Princeton (New Jersey) e trabalha numa empresa de topo. Vibra com a energia de Nova Iorque e com a sua grande paixão por Érica, que o vai levar a fazer parte da elite de Manhattan. Com o 11 de Setembro, Changez vê a sua posição na cidade adoptiva mudar radicalmente, e a relação com Érica desmoronar-se. A própria identidade de Changez sofre também uma enorme mudança.
Um romance do jornalista e escritor paquistanês Mohsin Hamid, de 36 anos, que estudou nos Estados Unidos e vive em Londres.
Man Booker Prize – Fiction Longlist 2007
"A quietly told, cleverly constructed fable of infatuation and disenchantment with America. An intelligent, highly engaging piece of work."
The Guardian
"Elegant and chilling. A less sophisticated author might have told a one-note story in which an immigrant's experiences of discrimination and ignorance cause his alienation."
The New York Times

6 comentários:

Carlos Reis disse...

PRINS THOMAS 14.08 @ LUX

A pista do Lux vai levitar, mais uma vez, com a nu-disco de Prins Thomas. O DJ e produtor norueguês toma conta da cabina de som na noite de 14 de Agosto.

Prins Thomas foi uma das figuras que mais marcou a música de dança em 2006, especialmente em dupla com o conterrâneo Lindstrom. O seu som de marca é o chamado ‘space disco’, espécie de sonoridade cósmica ancorada em reminiscências disco.

www.youtube.com/watch?v=UjIR1CCzoVA
www.youtube.com/watch?v=P5C6nSjSA0A


CR


"De todas as principais figuras na nova cena nórdica, Prins Thomas tem o visual instintivamente mais adequado. Barba e cabelo comprido, olhar cansado de hippie clássico experimentado em coisas cósmicas que se vêem quando se sai ‘fora’.

Agora, a música de dança que mais hype subterrâneo gera desde 2004/2005 é, em muitos casos, referência directa ao prog/disco/rock. Nos 70s desenvolveram-se como nunca dois pólos só superficialmente opostos: a arte de fazer festas de arromba e a capacidade de imaginar coisas fantásticas que podiam, ou não, estar lá. Porque os instrumentos electrónicos tendem a denunciar (por vezes muito claramente) a época em que a música foi produzida, space disco, no século XXI, soa 100% retro. Isso é previsível e delicioso ao mesmo tempo.

A barba e cabelo comprido completam a ilusão, se não para quem os usa, com certeza que sim para muitos que escutam e olham. Barba = Saber e, quando resulta, deixa de ser ilusão para se começar a sentir como credível a energia de que essa combinação é capaz. Prins Thomas acaba de editar uma selecção de música na Eskimo, em que junta os pontos do passado ao presente.

Prins Thomas dá o título 'Cosmo Galactic Prism' à selecção gravada para a Eskimo, que é também o seu primeiro disco misturado. Como num verdadeiro prisma, a luz que entra é reflectida ou projectada de outra maneira. Prins Thomas interpreta a ideia de música cósmica (a luz) projectando-a com diferentes formas que, fora desta selecção, perderiam essa característica.

‘Encontrar’ é com frequência o ponto fulcral, porque muita desta música é encontrada nos contextos mais adversos, seja em caixotes com discos velhos para os quais não apetece olhar ou mesmo dentro de discos que não apetece ouvir. Prins Thomas ensina. Barba = Saber."

in ‘Blah Blah Blah’

Carlos Reis disse...

ANTI-POP MUSIC FESTIVAL
Quinta, 09

"Estes são dias de 'Anti-Pop Music Festival' no Forte de Santiago da Barra, numa Viana de Castelo invadida por carros com matrículas estrangeiras e passageiros portugueses. Estes são dias de romarias minhotas, mas o que ontem levou mais de 4 mil pessoas a concentrarem-se no espaço arejado (há relva e tudo…) e confortável do Anti-Pop foi a música, electrónica pois claro, de Matthew Dear e de Ellen Allien & Apparat.

Com Agosto a cumprir finalmente a sua promessa de calor, a noite de ontem estava perfeita e por isso o espaço do Forte de Santiago revelou-se ideal para receber os batimentos cardíacos das máquinas convocadas para a primeira noite de 'Anti-Pop'. A afluência de público durou toda a noite e com o cartaz a ser cumprido escrupulosamente em termos de horários isso significa que muitas das pessoas escolheram nomes específicos do menu proposto para a jornada inaugural da terceira edição deste festival.

À espera das pessoas estava um recinto amplo, emoldurado pela pedra das muralhas de um lado e pelo metal dos barcos ancorados mesmo à frente, onde além da música e de vários postos de abastecimento de combustíveis líquidos existem igualmente áreas para recuperar forças e alguns pontos de venda de roupa e bugigangas daquelas que acentuam o carácter tribal das pessoas.

O palco, claro, domina o recinto, abrindo-se tão sólido como o próprio forte para um espaço capaz de receber vários milhares de pessoas. Os décibeis são mais do que suficientes e as imagens projectadas sublinham o lado hipnótico do som debitado pelos DJs. O público – mescla curiosa de visuais que se estendem do ar de nómada em permanente busca da perfeita experiência musical até aos corpos bronzeados, incluindo, claro, techno-heads mais convencionais – orienta o olhar para o palco, para que a imersão no oceano de batidas fortes seja mais eficaz.

O ponto alto da noite foi protagonizado por Matthew Dear e pela sua Big Hands Tour. Baixo pulsante, bateria metronómica e ainda assim carregada de funk e Dear a alimentar a base rítmica gerada por dois músicos em tempo real com sinuosidades electrónicas pré-gravadas, tratando por vezes a sua voz como mais uma fonte de informação digital, após processamento que a eleva pela repetição. O som equilibra o humano e o maquinal e o constante recurso de Dear a pequenos instrumentos de percussão – shakers, pandeireta - parece indicar que esta delicada balança favorece os detalhes, sobretudo os que são da responsabilidade dos elementos que em palco respiram e mexem. Este Deus techno parece no entanto um rocker – pose de Jim Morrison, com algo de Peter Murphy na voz. A tensão rock aplicada à electrónica gera efeitos surpreendentes e o som evolui por terrenos pouco explorados e também por isso excitantes. No final, Dear mostrava-se visivelmente satisfeito e não deixou de elogiar o público pela bela cidade em que tudo isto decorre. O elogio foi recíproco.

Ellen Allien & Apparat tomaram o palco de seguida, com laptops carregados de zeros e uns ritmicamente significantes. O ritmo subiu até à velocidade de cruzeiro techno e o público embarcou sem reservas pela noite dentro. As colunas debitaram sinais musculadamente ritmados."

in 'Blitz'


CR

Carlos Reis disse...

RICARDO VILLALOBOS

'Fabric 36' will be released on September 10th.

Fabric Record Label

www.youtube.com/watch?v=wGGXz4dbNTo


CR

Carlos Reis disse...

ANTI-POP MUSIC FESTIVAL
Sexta, 10

"Nestes dias de Agosto, Viana do Castelo é uma cidade agitada com muitos turistas por causa das festas locais, muitos emigrantes temporariamente de regresso e muitos eventos a sublinharem naturais contrastes.

O segundo dia do 'Anti-Pop' teve aproximadamente o dobro das pessoas; o perfil do público era algo diferente; uma densa camada de nevoeiro abateu-se sobre o recinto do festival maximizando o impacto da iluminação; e, enfim, a programação era muito mais homogénea.

Muitos espanhóis e portugueses dos quatro cantos do rectângulo agitaram-se em uníssono durante várias horas, alheios ao frio e à humidade que se fazia sentir. A música provoca coisas destas.

O herói Richie Hawtin aproveitou para marcar a sua entrada. E imediatamente sentiu-se a diferença: no som, mais grave e profundo, e também na gestão dos crescendos. Era desta elegância que o público parecia estar à espera e Hawtin não desiludiu os milhares que o aguardaram até às quatro."

in 'Blitz'


CR

Carlos Reis disse...

FESTIVAL HEINEKEN PAREDES DE COURA
Segunda, 13

22h50 - M.I.A. prepara-se para a estreia em Portugal. A londrina com ascendência do Sri Lanka confessa, estar algo intimidada com a dimensão do palco principal de Paredes de Coura.

00h00 - M.I.A. despede-se de Paredes de Coura dando o corpo ao manifesto, ou seja, fazendo crowdsurfing nas primeiras filas do anfiteatro.
Apesar da inquietação que confessara sentir, por se estrear em Portugal num palco tão grande, a autora de 'Arular' conseguiu agitar e surpreender na mesma medida. Acompanhada por uma MC bem ginasticada e por um DJ com todas as batidas e os samples dos seus temas, a guerrilheira de cabelos roxos apresentou os novos 'Bird Flu', 'Boyz' e 'Jimmy', bem como os êxitos do primeiro álbum 'Galang', 'Bucky Done Gun' ou 'Pull Up The People'.
A postura descontraída (subiu às colunas, entabulou conversa com o público) e o humor de M.I.A. ter-lhe-ão rendido alguns novos fãs.

in 'Blitz'


CR

Carlos Reis disse...

LCD SOUNDSYSTEM

On September 18, James Murphy will release the ‘A Bunch of Stuff EP’.

- ‘All My Friends’ Franz Ferdinand
- ‘Get Innocuous’ Soulwax
- ‘Sound of Silver’ Carl Craig
- ‘Time to Get Away’ Gucci Soundsystem
- ‘Us v Them’ LCD Soundsystem live on KCRW

DFA Records


CR