'O FUNDAMENTALISTA RELUTANTE'
Mohsin Hamid
(2007 Civilização)
Sentado a uma mesa de café em Lahore (Punjabe), um paquistanês conversa com um norte-americano desconhecido. Changez foi dos melhores alunos de Princeton (New Jersey) e trabalha numa empresa de topo. Vibra com a energia de Nova Iorque e com a sua grande paixão por Érica, que o vai levar a fazer parte da elite de Manhattan. Com o 11 de Setembro, Changez vê a sua posição na cidade adoptiva mudar radicalmente, e a relação com Érica desmoronar-se. A própria identidade de Changez sofre também uma enorme mudança. Um romance do jornalista e escritor paquistanês Mohsin Hamid, de 36 anos, que estudou nos Estados Unidos e vive em Londres.
Man Booker Prize – Fiction Longlist 2007
"A quietly told, cleverly constructed fable of infatuation and disenchantment with America. An intelligent, highly engaging piece of work."
The Guardian
"Elegant and chilling. A less sophisticated author might have told a one-note story in which an immigrant's experiences of discrimination and ignorance cause his alienation."
The New York Times
6 comentários:
PRINS THOMAS 14.08 @ LUX
A pista do Lux vai levitar, mais uma vez, com a nu-disco de Prins Thomas. O DJ e produtor norueguês toma conta da cabina de som na noite de 14 de Agosto.
Prins Thomas foi uma das figuras que mais marcou a música de dança em 2006, especialmente em dupla com o conterrâneo Lindstrom. O seu som de marca é o chamado ‘space disco’, espécie de sonoridade cósmica ancorada em reminiscências disco.
www.youtube.com/watch?v=UjIR1CCzoVA
www.youtube.com/watch?v=P5C6nSjSA0A
CR
"De todas as principais figuras na nova cena nórdica, Prins Thomas tem o visual instintivamente mais adequado. Barba e cabelo comprido, olhar cansado de hippie clássico experimentado em coisas cósmicas que se vêem quando se sai ‘fora’.
Agora, a música de dança que mais hype subterrâneo gera desde 2004/2005 é, em muitos casos, referência directa ao prog/disco/rock. Nos 70s desenvolveram-se como nunca dois pólos só superficialmente opostos: a arte de fazer festas de arromba e a capacidade de imaginar coisas fantásticas que podiam, ou não, estar lá. Porque os instrumentos electrónicos tendem a denunciar (por vezes muito claramente) a época em que a música foi produzida, space disco, no século XXI, soa 100% retro. Isso é previsível e delicioso ao mesmo tempo.
A barba e cabelo comprido completam a ilusão, se não para quem os usa, com certeza que sim para muitos que escutam e olham. Barba = Saber e, quando resulta, deixa de ser ilusão para se começar a sentir como credível a energia de que essa combinação é capaz. Prins Thomas acaba de editar uma selecção de música na Eskimo, em que junta os pontos do passado ao presente.
Prins Thomas dá o título 'Cosmo Galactic Prism' à selecção gravada para a Eskimo, que é também o seu primeiro disco misturado. Como num verdadeiro prisma, a luz que entra é reflectida ou projectada de outra maneira. Prins Thomas interpreta a ideia de música cósmica (a luz) projectando-a com diferentes formas que, fora desta selecção, perderiam essa característica.
‘Encontrar’ é com frequência o ponto fulcral, porque muita desta música é encontrada nos contextos mais adversos, seja em caixotes com discos velhos para os quais não apetece olhar ou mesmo dentro de discos que não apetece ouvir. Prins Thomas ensina. Barba = Saber."
in ‘Blah Blah Blah’
ANTI-POP MUSIC FESTIVAL
Quinta, 09
"Estes são dias de 'Anti-Pop Music Festival' no Forte de Santiago da Barra, numa Viana de Castelo invadida por carros com matrículas estrangeiras e passageiros portugueses. Estes são dias de romarias minhotas, mas o que ontem levou mais de 4 mil pessoas a concentrarem-se no espaço arejado (há relva e tudo…) e confortável do Anti-Pop foi a música, electrónica pois claro, de Matthew Dear e de Ellen Allien & Apparat.
Com Agosto a cumprir finalmente a sua promessa de calor, a noite de ontem estava perfeita e por isso o espaço do Forte de Santiago revelou-se ideal para receber os batimentos cardíacos das máquinas convocadas para a primeira noite de 'Anti-Pop'. A afluência de público durou toda a noite e com o cartaz a ser cumprido escrupulosamente em termos de horários isso significa que muitas das pessoas escolheram nomes específicos do menu proposto para a jornada inaugural da terceira edição deste festival.
À espera das pessoas estava um recinto amplo, emoldurado pela pedra das muralhas de um lado e pelo metal dos barcos ancorados mesmo à frente, onde além da música e de vários postos de abastecimento de combustíveis líquidos existem igualmente áreas para recuperar forças e alguns pontos de venda de roupa e bugigangas daquelas que acentuam o carácter tribal das pessoas.
O palco, claro, domina o recinto, abrindo-se tão sólido como o próprio forte para um espaço capaz de receber vários milhares de pessoas. Os décibeis são mais do que suficientes e as imagens projectadas sublinham o lado hipnótico do som debitado pelos DJs. O público – mescla curiosa de visuais que se estendem do ar de nómada em permanente busca da perfeita experiência musical até aos corpos bronzeados, incluindo, claro, techno-heads mais convencionais – orienta o olhar para o palco, para que a imersão no oceano de batidas fortes seja mais eficaz.
O ponto alto da noite foi protagonizado por Matthew Dear e pela sua Big Hands Tour. Baixo pulsante, bateria metronómica e ainda assim carregada de funk e Dear a alimentar a base rítmica gerada por dois músicos em tempo real com sinuosidades electrónicas pré-gravadas, tratando por vezes a sua voz como mais uma fonte de informação digital, após processamento que a eleva pela repetição. O som equilibra o humano e o maquinal e o constante recurso de Dear a pequenos instrumentos de percussão – shakers, pandeireta - parece indicar que esta delicada balança favorece os detalhes, sobretudo os que são da responsabilidade dos elementos que em palco respiram e mexem. Este Deus techno parece no entanto um rocker – pose de Jim Morrison, com algo de Peter Murphy na voz. A tensão rock aplicada à electrónica gera efeitos surpreendentes e o som evolui por terrenos pouco explorados e também por isso excitantes. No final, Dear mostrava-se visivelmente satisfeito e não deixou de elogiar o público pela bela cidade em que tudo isto decorre. O elogio foi recíproco.
Ellen Allien & Apparat tomaram o palco de seguida, com laptops carregados de zeros e uns ritmicamente significantes. O ritmo subiu até à velocidade de cruzeiro techno e o público embarcou sem reservas pela noite dentro. As colunas debitaram sinais musculadamente ritmados."
in 'Blitz'
CR
RICARDO VILLALOBOS
'Fabric 36' will be released on September 10th.
Fabric Record Label
www.youtube.com/watch?v=wGGXz4dbNTo
CR
ANTI-POP MUSIC FESTIVAL
Sexta, 10
"Nestes dias de Agosto, Viana do Castelo é uma cidade agitada com muitos turistas por causa das festas locais, muitos emigrantes temporariamente de regresso e muitos eventos a sublinharem naturais contrastes.
O segundo dia do 'Anti-Pop' teve aproximadamente o dobro das pessoas; o perfil do público era algo diferente; uma densa camada de nevoeiro abateu-se sobre o recinto do festival maximizando o impacto da iluminação; e, enfim, a programação era muito mais homogénea.
Muitos espanhóis e portugueses dos quatro cantos do rectângulo agitaram-se em uníssono durante várias horas, alheios ao frio e à humidade que se fazia sentir. A música provoca coisas destas.
O herói Richie Hawtin aproveitou para marcar a sua entrada. E imediatamente sentiu-se a diferença: no som, mais grave e profundo, e também na gestão dos crescendos. Era desta elegância que o público parecia estar à espera e Hawtin não desiludiu os milhares que o aguardaram até às quatro."
in 'Blitz'
CR
FESTIVAL HEINEKEN PAREDES DE COURA
Segunda, 13
22h50 - M.I.A. prepara-se para a estreia em Portugal. A londrina com ascendência do Sri Lanka confessa, estar algo intimidada com a dimensão do palco principal de Paredes de Coura.
00h00 - M.I.A. despede-se de Paredes de Coura dando o corpo ao manifesto, ou seja, fazendo crowdsurfing nas primeiras filas do anfiteatro.
Apesar da inquietação que confessara sentir, por se estrear em Portugal num palco tão grande, a autora de 'Arular' conseguiu agitar e surpreender na mesma medida. Acompanhada por uma MC bem ginasticada e por um DJ com todas as batidas e os samples dos seus temas, a guerrilheira de cabelos roxos apresentou os novos 'Bird Flu', 'Boyz' e 'Jimmy', bem como os êxitos do primeiro álbum 'Galang', 'Bucky Done Gun' ou 'Pull Up The People'.
A postura descontraída (subiu às colunas, entabulou conversa com o público) e o humor de M.I.A. ter-lhe-ão rendido alguns novos fãs.
in 'Blitz'
CR
LCD SOUNDSYSTEM
On September 18, James Murphy will release the ‘A Bunch of Stuff EP’.
- ‘All My Friends’ Franz Ferdinand
- ‘Get Innocuous’ Soulwax
- ‘Sound of Silver’ Carl Craig
- ‘Time to Get Away’ Gucci Soundsystem
- ‘Us v Them’ LCD Soundsystem live on KCRW
DFA Records
CR
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