Richie Hawtin e Matthew Dear são dois dos nomes maiores do cartaz do 'Anti-Pop Music Festival'. De 09 a 11 de Agosto, batidas intensas colocam Portugal no mapa internacional da música electrónica.
A escolha da localização para o 'Anti-Pop Music Festival', que terá lugar no Forte de São Tiago da Barra em Viana do Castelo, tem muito que se diga: do nome à localização, passando, claro, pela programação, há uma ideia forte de resistência ao som dominante nos festivais de Verão. Por isso, a programação é feita exclusivamente nos domínios da electrónica e traz até a Portugal verdadeiros gigantes, como Richie Hawtin e Matthew Dear, entre outros.
Para o produtor do Texas Matthew Dear, o palco oferece uma alargada paleta de hipóteses que podem ser utilizadas para colorir um espectáculo. A Viana do Castelo, trará o espectáculo 'Big Hands', que tem contornos muito particulares: "quis recriar as canções de Asa Breed num formato 'live', com bateria e baixo. No álbum, não há bateria real ou baixo, excepto em 'Elementary Lovers'. Ao vivo, quero que o concerto tenha o mesmo 'flow' do álbum. Uma parte é bastante energética e outra é mais séria. Tocamos algumas canções novas e também algumas antigas. Quero que as pessoas dancem".
Como noutros géneros musicais que partem da interacção (tantas vezes) solitária com a tecnologia, a transformação desta música num espectáculo de palco parece ser a última fronteira a desbravar. Mas Dear tem uma opinião diferente: "não me considero um artista techno com 'Asa Breed'. Em 'Asa Breed' sou um artista pop experimental. Mas continua a haver uma necessidade de tecno em clubes, com DJs. Essa é uma experiência totalmente diferente, com outras intenções".
O techno está de facto muito longe do som desumanizado que em tempos se pensou ser. Matthew Dear fez um álbum de amor: "há muitos lados diferentes no amor: ódio, dor, prazer, amor não-sexual… 'Asa Breed' é sobre o amor e as relações humanas. Simples e complexas. Não me sentei e conceptualizei isto enquanto escrevia, mas percebi, depois de terminado o disco, que este era um tema recorrente na maior parte das canções".
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TECHNO HUMANISTAS
Richie Hawtin e Matthew Dear são dois dos nomes maiores do cartaz do 'Anti-Pop Music Festival'. De 09 a 11 de Agosto, batidas intensas colocam Portugal no mapa internacional da música electrónica.
A escolha da localização para o 'Anti-Pop Music Festival', que terá lugar no Forte de São Tiago da Barra em Viana do Castelo, tem muito que se diga: do nome à localização, passando, claro, pela programação, há uma ideia forte de resistência ao som dominante nos festivais de Verão. Por isso, a programação é feita exclusivamente nos domínios da electrónica e traz até a Portugal verdadeiros gigantes, como Richie Hawtin e Matthew Dear, entre outros.
Para o produtor do Texas Matthew Dear, o palco oferece uma alargada paleta de hipóteses que podem ser utilizadas para colorir um espectáculo. A Viana do Castelo, trará o espectáculo 'Big Hands', que tem contornos muito particulares: "quis recriar as canções de Asa Breed num formato 'live', com bateria e baixo. No álbum, não há bateria real ou baixo, excepto em 'Elementary Lovers'. Ao vivo, quero que o concerto tenha o mesmo 'flow' do álbum. Uma parte é bastante energética e outra é mais séria. Tocamos algumas canções novas e também algumas antigas. Quero que as pessoas dancem".
Como noutros géneros musicais que partem da interacção (tantas vezes) solitária com a tecnologia, a transformação desta música num espectáculo de palco parece ser a última fronteira a desbravar. Mas Dear tem uma opinião diferente: "não me considero um artista techno com 'Asa Breed'. Em 'Asa Breed' sou um artista pop experimental. Mas continua a haver uma necessidade de tecno em clubes, com DJs. Essa é uma experiência totalmente diferente, com outras intenções".
O techno está de facto muito longe do som desumanizado que em tempos se pensou ser. Matthew Dear fez um álbum de amor: "há muitos lados diferentes no amor: ódio, dor, prazer, amor não-sexual… 'Asa Breed' é sobre o amor e as relações humanas. Simples e complexas. Não me sentei e conceptualizei isto enquanto escrevia, mas percebi, depois de terminado o disco, que este era um tema recorrente na maior parte das canções".
in 'Blitz'
CR
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